Juro nos depósitos continuou a cair janeiro 2017

A tendência prossegue: as taxas de juro dos novos depósitos a prazo não param de descer, sejam eles acordados com empresas ou com particulares. Os dados de janeiro de 2017 revelados pelo Banco de Portugal atestam que a taxa de juro média dos novos depósitos até um ano de sociedades não financeiras (as empresas que não bancos e seguradoras, basicamente) desceu três pontos base face ao mês de dezembro de 2016, fixando-se nos 0,23%. Para os particulares, o cenário foi pouco melhor: o valor médio da taxa de juro dos novos depósitos até um ano diminuiu dois pontos base face a dezembro, com a juro médio de janeiro a quedar-se pelos 0,3%.

Nesta conjuntura como está a evoluir o sotck de depósitos a prazo? Em termos líquidos há mais ou menos depósitos a prazo em janeiro de 2017 do que face ao ano anteriro? Mais uma vez o Banco de Portugal revela que se regista uma queda, mas para já, não do sotck mas do ritmo de crescimento dos depósitos.

Trocando por miúdos, a taxa de variação anual em janeiro de 2017 ainda foi marginalmente positiva, de 0,5%, havendo assim mais depósitos do que em dezembro de 2016. Contudo, em dezembro de 2016 essa mesma taxa de variação anual havia sido 1% ou dobro da registada uma mês depois.

Ao todo, em janeiro de 2017 havia € 139,1 mil milhões em depósitos a prazo de particulares.

Juro nos depósitos continuou a cair

Juro nos depósitos continuou a cair
Fonte: Banco de Portugal

Comparando com o resto da zona euro, registou-se uma taxa de variação anual de 3,8% no mês de janeiro, muito superior à apurada em Portugal. E o cenário não promete melhorar.

Ainda assim, estamos a falar de valores médios. Como pode constatar na nossa base de dados há dezemnas de depósitos a prazo que pagam bem acima dos 0,3% em oferta em Portugal, ora verifique aqui: “Melhores Depósitos a Prazo Março 2017“.

4 comentários a "Juro nos depósitos continuou a cair janeiro 2017"

  1. Boa noite

    É só para reforçar que devem esclarecer os clientes relativamente às taxas do BNI, apesar da DECO ter contratado taxas preferenciais para os seus subscritores

    Contrariamente ao que deve ser feito:

    No vosso site, o cliente é induzido em €rro, pois pensa legitimamente, que por exemplo no depósito a prazo a 5 anos do BNI, que todos os anos irá receber 2,5% de taxa de juro, quando afinal o que vai receber é o,5%.
    TANB (Taxa Anual Nominal Bruta)
    É a taxa de remuneração do depósito. Refere-se ao período de um ano, pelo que, para calcular os juros a receber, deve multiplicar esta taxa pelo número de dias de juros dividindo por 360 dias (Convenção Atual/360, em vigor para depósitos em euros).

    Da mesma forma que vocês dizem que nos Certificados do Tesouro P+,a taxa média é 2,25, tb o deviam referir relativamente ao BNI, pois não é coerente com as restantes taxas, que funcionam tal como diz no site do Banco de Portugal:

    TANB (Taxa Anual Nominal Bruta)
    É a taxa de remuneração do depósito. Refere-se ao período de um ano, pelo que, para calcular os juros a receber, deve multiplicar esta taxa pelo número de dias de juros dividindo por 360 dias (Convenção Atual/360, em vigor para depósitos em euros).

    Cumprimentos

    • José, o que está na Ficha de Informação Normalizada (https://bnieuropa.pt/wp-content/themes/responsive/fins/FIN_DP_5anos_EUROS.pdf) é de que a TANB é de 2,5%, ou seja, 2,5% brutos em cada ano. Onde foi buscar essa informação de que não é assim? Noto que a ficha de informação normalizada é aprovada pelo banco de Portugal e vincula o BNI. Se na prática o banco não está a respietar o que diz na FIN, então é caso para reclamar junto do Banco de Portugal para que este force o BNI a cumprir com o que está na FIN.

  2. Face à taxa de inflação prevista. superior a um por cento, as taxas praticadas para os depósitos a prazo não incentivam minimamente a poupança, pelo contrário, são um estímulo ao consumo imediato dado que comprar daí a um ano o capital e juro são insuficientes para uma dada compra…

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