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Taxa de juro de novos depósitos Março 2016

Segundo o BCE, em março de 2016 tivemos, em Portugal, novos depósitos com juro médio de 0,29%.

 

Taxa de Juro de Novos Depósitos Março 2016

Esta taxa foi determinada tendo por base os novos depósitos de prazo superior a um ano contratados durante março de 2016 junto de bancos a operar em Portugal, por parte de famílias e empresas. Este valor de 0,29% é idêntico ao registado em fevereiro de 2016. Quando comparando com as taxas de juro exigidas junto das empresas e particulares que contraíram novos créditos bancários verifica-se que há um diferencial de 285 pontos base, ou seja, um prémio adicional pago à banca pelos empréstimos que concede face à taxa que remunera, em média, os depósitos, de 2,85 pontos percentuais.

Como compara a taxa média de juro nos novos depósitos de 0,29% com o que se passa em Espanha e na Alemanha?

Na Espanha a taxa comparável em março de 2016 foi de 0,33% e na Alemanha de 0,86%. Nestes países, as diferenças entre juros de novos depósitos e juros de novos créditos foi, no mês referido, de 2,19 pontos percentuais (p.p.) e 0,72 p.p., respectivamente. Ou seja, o prémio entre taxas de juro ativas e passivas cobrado pela banca portuguesa é significativamente maior do que o praticado em Espanha e muito superior ou praticado na Alemanha.

Pode encontrar mais informação aqui.

Recorde nos depósitos: €138.306 milhões

 Os dados relativos a janeiro de 2016 difundidos pelo Banco de Portugal revelam um recorde nos depósitos: €138.306 milhões. Ou seja, desde outubro de 1989, mês em que começou a série de dados do Banco de Portugal, que nunca tinha havido um valor tão elevado de depósitos a prazo por parte de particulares colocado junto de bancos a operar em Portugal. Se lhe juntarmos os depósitos das empresas o valor ascende aos €167.554 milhões que não será um recorde histórico mas anda lá perto. neste caso o valor mais elevado foi atingido em outubro de 2015: € 168.621 milhões.

 

Recorde nos depósitos – um gráfico:

Note-se que nestas estatísticas incluem-se os depósitos total colocados juntos das instituições financeiras, incluindo as depósitos a prazo. Por outro lado, não é feita qualquer correção para a inflação. Ainda assim, o valor e a tendência crescente revelam uma evolução contrária à evolução de descida da remuneração dos depósitos que se vem registando há largos meses. A remuneração real dos depósitos é baixa, mas já houve outros períodos no passado em que foi claramente negativa. A realidade é que com taxa de inflação a rondar os 0,5% é ainda possível encontrar depósitos a remunerar acima do aumento dos preços no consumidor.

Também em alta está a aplicação de poupança em Certificado do Tesouro Poupança Mais mas esse será tema para um outro artigo que publicaremos em breve. Para já recordamos os Melhores Depósitos a Prazo – Março 2016.

Recorde nos depósitos: €138.306 milhões

 Bons negócios!

Pode continuar a a acompanhar aqui novos recordes nos depósitos bancários.

Inflação regista valor positivo pela primeira vez desde maio de 2014

 A inflação regista valor positivo pela primeira vez desde maio de 2014 ou se ter fixado nos 0,1% em termos de variação média anual na informação relativa a julho de 2015 divulgada pelo INE. A subida deste indicador face ao que registava em junho foi de apenas uma décima, o suficiente para abandonar o nulo então registado. Podemos assim constatar que à taxa de juro líquida dos depósitos a prazo teremos de subtrair uma décima para obtermos a taxa de juro real neste momento.

O comportamento do índice de preços no consumidor indicia que a taxa de inflação poderá continuar a subir lentamente nos próximos meses dado que a taxa de variação homóloga persiste acima da variação média anual. Ainda assim a subida será muito limitada dado que a própria variação homóloga depois de ter atingido o ponto percentual em maio, voltou a desacelerar fixando-se em 0,8% nos meses de junho e julho de 2015.

Inflação - Homologas Zona Euro Junho 2015

Inflação – Homologas Zona Euro Junho 2015
Fonte: INE

A impacto da política expansionista do Banco Central Europeu, com o objetivo de estimular a subida de preços estará a ter uma eficácia muito moderada. Ainda assim Portugal é, no seio da Zona Euro, dos países com a variação homóloga mais elevada. Nenhum país regista valores que se aproximem dos “desejados” 2% de referencial ideal definido pelo BCE:

Bancos com melhores depósitos a prazo

Taxa de juro dos novos depósitos a mais de um ano aumentou em novembro de 2014

Os dados mais recentes divulgados pelo Banco Central Europeu (BCE) relativos às taxas de juro dos novos depósitos às empresas e famílias com maturidades acima de um ano revelam que, em novembro de 2014,  a taxa média se fixou nos 1,42% o que representa um aumento de 0,12 pontos percentuais face a outubro do mesmo anos. Desde abril de 2014 que não se registava um aumento neste indicador.

Estes mesmos dados do BCE revelam que as famílias e as empresas portugueses que constituam depósitos a mais de um ano obtêm taxas de juro médias claramente superiores às praticadas em Espanha (0,77%) ou em Itália (1,11%).

Quanto aos novos empréstimos para prazos similares o diferencial face aos depósitos diminuiu em novembro para 3,12 pontos percentuais o que compara com 3,46 pontos percentuais em outubro.

Em termos internacionais, este diferencial ou spread, é claramente superior em Portugal mesmo quando comparado com países do sul da Europa (2,34 em Espanha e 1.41 em Itália) o que coloca desde logo os agentes económicos portugueses em desvantagem, dado que enfrentam um custo de acesso ao capital claramente superior.

Fonte: BCE e Gabinete de Estratégia e Estudo do Ministério das Finanças

 

Número de contas com depósitos à ordem

Quantas contas de depósitos à ordem existem em Portugal?

Quantas contas de depósitos à ordem existem em Portugal? Segundo dados do boletim estatístico do Banco de Portugal cujos dados mais recentes remontam a 2013 havia 23445 mil contas de depósitos à ordem, um valor consideravelmente abaixo do máximo registado em 2011.

Um número que não tem parado de subir ao longo dos últimos anos é a percentagem destes depósitos à ordem que são mobilizáveis pela internet com recurso à banca  direta (Homebanking ou Internet Banking). O valor recorde da série iniciada em 2000 foi atingindo em 2013: 37%.

Eis o gráfico que construímos tendo por base a informação disponibilizada pelo banco de Portugal através do Boletim Estatístico mensal.

Número de contas com depósitos à ordem

Número de contas com depósitos à ordem
Fonte: Banco de Portugal

Taxas de juro negativas chegaram aos depósitos bancários na Alemanha

Segundo a revista The Economist, as taxas de juro negativas chegaram aos depósitos bancários na Alemanha. O Banco Deutsche Skatbank do estado alemão da Turíngia passou a cobrar aos seus depositantes para estes lá colocarem dinheiro. A taxa de juro negativa (onde o aforrador é que paga) aplica-se apenas aos grandes depositantes (mais de €500.000) que coloquem o dinheiro em aplicações que permitam mobilização imediata do capital (“instant access accounts“) e visa incentivar estes clientes a colocar o seu dinheiro em aplicações com menor liquidez em depósitos de mais longo prazo.

Contudo, ainda assim esta prática é uma inovação no sistema bancário alemão e surge na sequência da descida das taxas de juro de referência decidida pelo BCE (que é ela própria negativa para bancos que depositem dinheiro no abnco central) e surge também em linha com as taxas de juro negativas a que  tem sido negociada a dívida publica alemã – quem empresta dinheiro ao estado alemão, em alguma maturidades, já chegou a ter de pagar pelo empréstimo.

Por enquanto, em Portugal, como pode verificar na nossa listagem com os melhores depósitos a prazo em novembro de 2014, ainda estamos muito longe desse cenário.

Depósitos: até €100.000 todos os bancos são seguros

Até €100.000 todos os bancos são seguros? Se vai escolher o banco para constituir os seus depósitos a prazo e, apesar de encontrar depósitos a taxas mais interessantes noutro lado, decide qual o banco preferido tendo por base a reputação pública e/ou a dimensão, talvez deve-se pensar um pouco melhor.

Há indicadores de solidez financeira, quantificáveis e escrutináveis, que podem ajudar a perceber quais os bancos mais sólidos num dado momento do tempo. Os reguladores procuram impôr limiares a esses mesmo indicadores e é possível hierarquizar as instituições bancárias de acordo com alguns desses indicadores. Fora do âmbito da supervisão recordamos que todos os anos a Revista Exame promove uma avaliação particular da solidez dos bancos a operar em Portugal (veja “Quais os melhores bancos e os bancos mais sólidos a operar em Portugal? – 2013“) tendo designado o BPI e o Banco BIG como os bancos mais sólidos nas categorias de grande e pequeno e médio banco respetivamente.

Ora não negando que numa perspetiva global esta informação é importante, se o interesse do clinete bancário for restrito à poupança e às suas formas mais tradicionais e menos arriscadas como os depósitos a prazo vale a pena sublinhar que, até aos €100.000 por cliente/banco é absolutamente irrelevante qual o banco inscrito no Fundo de Garantia de Depósitos português em que se tem conta. isto da perspetiva da segurança do depósito. Até aos €100.000 os bancos partilham e são corresponsáveis juntamente com o Estado por um seguro comum. Assim, a reputação pública ou mesmo a solidez fotografada há alguns meses interessa pouco face à taxa oferecida pelo depósitos a prazo se (e sublinhamos o SE) estamos a falar de escolher um novo banco inscrito no mesmo fundo de proteção comum. Para um cliente bancário orientado essencialmente para o aforro via depósitos e que não conte depositar mais de €100.000 em seu nome (ou por cada co-titular da conta) a opção racional deveria acabar por ser mesmo a resposta que otimiza  o rendimento perante a pergunta: qual é a taxa de juro que me oferecem?

Recordamos que em setembro de 2014 as taxas em vigor andarão muito próximas das que constam na nossa base de dados com depósitos a prazo que recolhemos para quase 300 depósitos no final da primeira quinzena do corrente mês.

Garantia dos Depósitos nos Bancos Estrangeiros que operam em Portugal

Um dos nossos leitores perguntou-nos se “Os depósitos a prazo nos bancos estrangeiros que operam em Portugal também estão abrangidos pelo fundo de garantia até 100 000 euros, em caso de insolvencia?” No fundo quer-se saber qual a garantia dos Depósitos nos bancos estrangeiros que operam em Portugal.

A resposta exige alguns considerandos iniciais, desde logo o que é um banco estrangeiro a operar em Portugal. Se por banco estrangeiro entendemos todo e qualquer banco cuja estrutura acionista que o domina não é composta por acionistas portugueses então teremos de alargar o universo de “bancos estrangeiros” à larga maioria dos bancos. Poucos, além da Caixa Geral de Depósitos, terão uma maioria de controlo nas mãos de nacionais e residentes portugueses. Se por banco estrangeiro entendermos aqueles que não têm a sede social em Portugal então o grupo reduz-se dado que vários bancos  multinacionais optaram por operar em Portugal com uma entidade de direito português. Mas o que releva para responder à pergunta não é verdadeiramente a “nacionalidade” do banco, saber se é “estrangeiro” ou não.

O que é importante é saber se os bancos sobre os quais pretendemos saber se estão abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos português estão ou não inscritos como entidades participantes no mesmo. Se estão, estão coberto, se não estão o mais provavel é que sejam entidades participantes de outro fundo de garantia de depósitos. Tal sucede com vários bancos que operam em Portugal através de sucursais que na realidade não são sociedades de direito português e que estão protegidas pelos fundos de garantia de depósitos existentes no países onde têm baseada a sede (o Deutsche Bank está inscrito na Alemanha, o PrivatBank na Letónia, etc).

Sublinhamos que nos casos dos bancos sedeados na União Europeia a garantia de depósitos mínima corresponde a €100.000 ou aproximadamente (no caso dos países que não integram a zona euro). Ainda assim pode haver disposições diferentes – pelo menos nos aspetos burocráticos – quanto à agilidade de acionamento da garantia por parte de nacionais desses países ou estrangeiros. Não conhecemos em profundidade todos os regimes para aqui os caracterizarmos.

De momento (16 de setembro de 2014) a lista de bancos participantes do Fundo de Garantia de Depósitos português é esta:

Banco ActivoBank, S.A.
Banco BAI Europa, S.A.
Banco Banif Mais, S.A.
Banco BIC Português, S.A.
Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (Portugal), S.A.
Banco BNP Paribas Personal Finance, S.A.
Banco BPI, S.A.
Banco Comercial Português, S.A.
Banco Credibom, S.A.
Banco de Investimento Global, S.A.
Banco de Investimento Imobiliário, S.A.
Banco Efisa, S.A.
Banco Espírito Santo de Investimento, S.A.
Banco Espírito Santo dos Açores, S.A.
Banco Espírito Santo, S.A.
Banco Finantia, S.A.
Banco Invest, S.A.
Banco L. J. Carregosa, S.A.
Banco Madesant – Sociedade Unipessoal, S.A.
Banco Popular Portugal, S.A.
Banco Português de Gestão, S.A.
Banco Português de Investimento, S.A.
Banco Primus, S.A.
Banco Privado Atlântico – Europa, S.A.
Banco Rural Europa, S.A.
Banco Santander Consumer Portugal, S.A.
Banco Santander Totta, S.A.
Banif – Banco de Investimento, S.A.
Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A.
Banque Privée Espírito Santo, S.A. (sucursal)
Best – Banco Electrónico de Serviço Total, S.A.
Caixa – Banco de Investimento, S.A.
Caixa Geral de Depósitos, S.A.
Montepio Investimento, S.A.
St. Galler Kantonalbank AG – Sucursal em Portugal