Os depósitos em Portugal em 2013 segundo o Banco de Portugal

Através do Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho de 2013 apresenta-se um conjunto de análises e estatísticas sobre os depósitos em Portugal em 2013 segundo o Banco de Portugal. Segundo o regulador e supervisor do sector bancário, neste relatório apresenta-se a evolução em 2013 dos “mercados dos depósitos a prazo simples, dos depósitos indexados e duais, do crédito à habitação e do crédito aos consumidores.

Sobre o tema que nos é mais caro no “Melhores Depósitos a Prazo” destacamos as conclusões do Banco de Portugal sobre os depósitos a prazo simples (sublinhados nossos):

Depósitos a prazo simples

  • Em 2013, verificou-se uma maior padronização da oferta de depósitos a prazo simples, passando os depósitos comercializados a apresentar características menos diversificadas. Os depósitos apresentaram também condições mais flexíveis, nomeadamente em termos de montantes mínimos de constituição e de condições de mobilização antecipada. Tornou-se mais fácil constituir um depósito com um montante mínimo mais baixo (até 150 euros) e aumentou a percentagem de depósitos em que é permitido ao cliente bancário mobilizar antecipadamente os fundos depositados.

  • As instituições continuaram também a comercializar depósitos destinados a determinados grupos de clientes (por exemplo, emigrantes, reformados e seniores). Em diversos casos, os depósitos são comercializados em conjunto com outros produtos ou serviços bancários, no âmbito das designadas vendas associadas facultativas.

  • No mercado dos depósitos a prazo simples, que continua a ser um mercado maioritariamente a taxa de juro fixa, aumentou a importância relativa dos depósitos com prazos de vencimento até um ano.

  • A oferta mais padronizada e mais flexível de depósitos a prazo simples verifica-se em simultâneo com a descida das taxas de juro praticadas pelas instituições nestes depósitos para todos os prazos. A diminuição das taxas de juro médias praticadas entre dezembro de 2012 e dezembro de 2013 traduziu-se num decréscimo dos diferenciais dessas taxas relativamente às taxas de referência dos mercados interbancários.

Note-se que o Banco de Portugal se refere a um aumento da oferta de depósitos até um ano por oposição a uma redução de depósitos mais longos, contudo, da nossa análise recente a dados divulgados pelo próprio Banco de Portugal verificamos que, em termos de procura, os depósitos a 2 e mais anos têm sido cada vez mais procurados pelos clientes. Recorde aqui o artigo “Particulares reforçam depósitos a mais de dois anos“. E ainda a informação mais recente sobre os depósitos em oferta em julho de 2014.

3 comentários sobre “Os depósitos em Portugal em 2013 segundo o Banco de Portugal

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.