Taxas de juro média de depósitos até um ano descem para 2,6% mas poderão recuperar rendibilidade real em 2013

O Banco de Portugal acaba de publicar o Boletim Estatístico de novembro no qual analisa centenas de variáveis económicas e financeiras reportadas a setembro de 2012. Entre estas atualiza a informação relativa empréstimos, depósitos e respetivas taxas de juros (ver ligações sugeridas em baixo). Na corrente edição do boletim, constata-se que as taxas de juro médias dos depósitos a prazo concedidos às famílias (em prazos até um ano) continua a diminuir fixando-se agora nos 2,6% (era de 4,05% há um ano, já abaixo do verificado para a média da zona euro o que acontece pela primeira vez desde meados de 2010 (ver gráfico em baixo – retirado do Boletim Estatistico).

A atual taxa de juros média destes depósitos até um ano está abaixo da taxa de inflação estimada para 2012 (cerca de 3%) contudo é razoável esperar que este cenário se possa invertir em breve caso se confirma a expectativa de uma forte desaceleração da subida dos preçso no consumidor em 2013 (a um ritmo mais acelerado que o da queda, também ela esperada, das taxas de juor). Talvez durante 2013 seja possível voltar a ver nos depósitos a prazo um investimento que vá além de minmizar a perda de rendimento, oferecendo efetivamente rendimento real positivo. Note-se que estamos a falar de valores médios, os nossos leitores que visitem as páginas onde expomos as atuais taxas de juro de depósitos a prazo (em particular para prazos a 1 ano ou superiores) praticadas em Portugal verificarão que ainda é possível subscrever depósitos a prazo com remunerações acima da inflação.

Evolução taxas de juro de depósitos 2012 – Fonte: Banco de Portugal

Quanto aos stocks de depósitos constituidos pelas famílias estão agora e desde há alguns meses a sofrer uma queda com as novas subscrições a diminuirem e a não compensarem os resgastes. Em termos anualizados ainda se regista um crescimento dos depósitos a prazo da ordem dos 2,3% ainda que muito longe dos fortes ritmos de crescimento já registados no corrente ano (próximos dos 9,9% de taxa de variação anual).

Para mais informação:

No sítio do Banco de Portugal:

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